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| Após 40 dias no mar, velejadores reclamam de pouco tempo em casa |
| 30/3/2009 14:29:51 |
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Completar 40 dias no mar, enfrentando frio e calor extremos, dormindo e se alimentando mal, gera um desgaste sobrehumano nos velejadores que acabam de completar a quinta etapa da Volvo Ocean Race. Apesar de tanto cansaço, os atletas que disputaram a perna oceânica mais longa da história da regata de volta ao mundo terão pouco tempo para descansar.
Em pouco mais de duas semanas, no dia 11 de abril, eles estarão de volta aos barcos, velejando do Rio de Janeiro, onde desembarcaram nesta semana, para os Estados Unidos, com Boston como destino. Isso sem contar a regata de porto, que vale pontos para a classificação geral da competição, no meio destas duas semanas - a do Rio está marcada para o dia 4.
"Na minha opinião, nessa regata as paradas estão muito curtas. Depois de passar 40 dias no mar, teremos só 15 dias em terra. E não é só descanso. Você ainda tem a regata de porto, que exige treinamento. Não é tempo suficiente para recarregar as baterias", reclama o brasileiro Torben Grael, segundo colocado no Rio de Janeiro e líder da classificação geral.
Um exemplo do desgaste é dado por Joca Signorini, timoneiro brasileiro do Erisson 4, barco comandado por Grael. "Nesta etapa, eu acho que o máximo que dormi foram duas horas seguidas".
Pelo menos para Joca e Grael, e seu compatriota Horacio Carabelli, serão 15 dias em casa. "Foi uma perna dura e a gente tem muito pouco tempo antes da regata local e de partir para Boston. Será muito trabalho, mas a gente está no Brasil e isso é muito bom", comemora Carabelli, uruguaio naturalizado brasileiro, radicado em Florianópolis.
Fora o cansaço, outra preocupação dos velejadores é com os problemas físicos que 40 dias em um barco causam. "Quando estamos velejando, o exercício é muito limitado. Somado à alimentação, acabamos perdendo peso, mas a maioria é massa muscular. Como teremos apenas duas semanas até a largada da próxima etapa, dificilmente conseguiremos recuperar o músculo que perdemos, o que pode ser um problema", alerta o britânico Guy Salter, da tripulação de Grael no Ericsson 4.
Churrasco é norma Uma arma para amenizar o desgaste das etapas, usada por todos os times, é dar aos velejadores recém-chegados do mar o máximo de comida possível. No Puma, por exemplo, o comandante Ken Read fez um pedido especial para o desembarque no Rio: "Encomendamos os melhores bifes que o dinheiro pode comprar, cerveja e coca-cola. Nada muito elaborado", resume.
Entre os brasileiros, o churrasco é uma tradição. Tanto que Marcelo Ferreira, bicampeão olímpico ao lado de Torben Grael, mas que, na Volvo, faz parte de outra equipe, organizou o churrasco de recepção dos dois barcos da equipe sueca Ericsson - que será realizado nesta sexta-feira.
"No barco, nós só comemos comida desidratada. Tudo bem, ela é prática e adequada para quem está em regata, em competição. Mas quando a gente chega em terra, quer algo com mais gosto. De preferência um bom churrasco", avisa Grael. |
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Fonte: Uol Esportes
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